31.7.12

Três meses e cheia de vida!

[Confissões de Nery girl...]

Como o tempo voa... pode não parecer mas três meses de vida é qualquer coisa! Sinto-me crescida! Já não quero ser tratada como um bebé. Vejam lá, desde muito nova que sei alimentar-me sozinha, que sei tomar banho sem nunca me terem ensinado, que sei onde fica o wc, e também sei onde fica a zona de dormir (quarto dos pais, óbvio!). Ah pois é... estou uma senhora! Então por que raio continuo a ser tratada como um recém-nascido?! Ò cutchi-cutchi isto, ò coisinha fofinha aquilo, baahh, já chega! Será que me tratam assim por causa da minha pequena estatura e por fazer traquinices?


Huummm... deve ser disso, só pode! Ok, faço traquinices, muitas traquinices, sozinha ou acompanhada pela sister, Mia! Às vezes, tenho rasgos de consciência e sinto-me mal por fazer tantos estragos, mas lamento informar, faz parte do crescimento. Primeiro há que errar para depois aprender com os erros... Só tenho mais uma coisa a dizer: como é possível, que só tenham passado dois meses desde que me mudei para esta casa? Parece que foi há uma eternidade! Mas o que se está a passar comigo? Parece que estou a envelhecer... hehehehe.

25.7.12

A menina a posar com estilo!

Olhem só esta fofura a posar com estilo para a fotografia! oh, que coisa mai linda... é quase impossível resistir a tanto charme e a tanta meiguice.

Nery

24.7.12

Hora da paparoca!

[diálogos entre Mia e Nery, enquanto apreciavam juntas, pela primeira vez, este belo jantar]


M —Mia amora; N —Nery girl.

M — Nham... nham... que delícia de jantar! Isto é mesmo bom!!!
N — Calma aí big sis, não sejas tão impaciente! Deixa-me saborear o meu em paz! E já agora, podes parar de te lambuzar por um segundo?!
M — Não, não posso. É muito complicado ficar a olhar para ti, à espera que termines a tua parte. Tu és muito lenta girl...
N — Podes crer que sou! Eu aprecio a comida, não a devoro!
M — Vá lá Nery, despacha-te... Já estou a salivar-me só de olhar!!!
N — Huummmm... o jantar está tão bom que vou comer tudo até ao fim!
M — É que nem penses!!! Dá cá isso...


M — Hum?!... Nunca tinha comido nada assim! Isto tem uma textura diferente, é fresco, saboroso e viciante! Que delícia!!!
N — Opah mim, devo estar com ar de quem comia mais um bocadinho se não fosse a Mia...
M — Deves de pensar que é tudo para ti. Gulosa!!!
N — Sou gulosa, sim! Mas olha que tu... também!
M — Ok... eu admito. Sou gulosa com muito gosto!!! Estás contente?!
N — Por acaso não...
M — Então porquê???
N — Porque assim vais querer devorar todas as minhas cenas... e isso não é fixe!
M — Oh... não vou nada!!! Só vou ficar a olhar para ti, enquanto comes, com aquele ar de quem está a fazer pressão psicológica. E dessa forma tu abandonas o teu prato e eu fico de barriga cheia!!! Ahahahah.
N — És má... não eras capaz de fazer isso, pois não?!
M — Ai... isso agora!!!

26.6.12

Afinal não era um GATO!

O Nero nasceu a 24 de Abril de 2009 e com uns meros dois meses de idade, muda-se para a sua nova casa. Começa e a relacionar-se muito bem com a sua nova família (mãe, pai e irmã) e revela-se um gato calmo, meigo e amoroso. Até aqui tudo muito bem, mas eis que... passadas umas semanas... o gato não é um gato. É uma GATA... Ahahahah!!! Soltamos uma gargalhada prolongada. Ainda incrédulos e a esboçar um sorriso, não queriamos acreditar no que acabara de acontecer. A revelação do ano: Nero, o gato que afinal era uma gata!


Fez-se um silêncio absoluto e só depois é que caímos na realidade. E agora?! O gato, quer dizer, a gata já está familiarizada com o seu nome, como é que vai ser? Que outro nome lhe vamos dar? Uma gata chamada Nero não funciona. Terá de ter um nome feminino... Nera??? Também não, que coisa mais estranha. Então, surgiu a ideia de trocar o O por um Y e resultou muito bem. Nery, é isso, soa muito bem e a gata não parece se importar. E Nery passara a ser o seu novo nome.

17.6.12

Adivinha quem chegou?

Estavamos em Junho de 2009, num belo fim de tarde primaveril. Eis que recebemos o tão aguardado telefonema, para ir buscar o gato - o Nero! Um gatinho amoroso de pelagem semelhante a de um bengal, lindo! Nero faz a sua primeira viagem, uns valentes 60 km até chegar à sua nova casa. Portou-se lindamente, dormindo o tempo todo, sem fazer um único ruído, sem soltar um simples miau. Até achamos isso estranho, mas...


Não demos muito importância, afinal era um gato sossegado. Nem todos têm de ser ruidosos como a Mia. Essa sim, durante a viagem, berrava com todos os pulmões que tinha e mais alguns! Nero, seria então o bebé da família e Mia, a primogénita, não estava a achar muita piada. Assim que o gato saiu da transportadora, Mia começou logo a fazer marcação cerrada e a praguejar. Estava reticente com a presença daquele estranho (que de imediato se tornara seu irmão) e mesmo desconfiada lá se ía aproximando, mantendo como é claro, as suas reservas.

16.6.12

Mia, vais ter um irmãozinho!

Muito em breve, a família traquina vai começar a ser uma família à séria. Parece que alguém vai ter um irmãozinho para brincar! É não é, pequena Mia. Parece que vais ter companhia nas tuas traquinices. Vais passar de filha única, a irmã mais velha, yeiiii...

13.5.12

Amorita

Como é possível que uma coisinha que cabe na palma da mão, ser um ser tão cheio de vida?! A miúda não para por um segundo... Em tom de desepero e de preocupação, já pensava em voz alta: - Vá, sossegadita, experimenta deitar-te e fechar os olhinhos, deves estar cansada! - mas nada, eu bem que tentava coloca-la no seu cesto cinza para fazer uma sesta, mas ela divertia-se a saltar para o chão! Parece que a hora do recreio chegou... Outra vez...


No final do dia, lá se rendia ao cansaço e dormia que nem um bebé. Ainda tentava lutar contra o sono, mantendo um olho aberto e o outro meio fechado, mas claro está, lutava contra as evidências. O sono acabava por vencer, pois um gatinho de cinco semanas precisa de dormir, mas dormir muito. E isso era coisa que a Mia amora não estava disposta a fazer. Com um pouco de paciência e de luz quase inexistente, começava a habituar-se à ideia de que o dia não era feito só de traquinices.

12.5.12

Sofa rules

[Mia amora fala sobre o seu sofá]

Adoro o meu sofá! Um dos meus passatempos preferidos é agatanhar o sofá lá de casa como se não houvesse amanhã. Deixa-lo num estado lastimável, completamente irreconhecível de tantos arranhões. Haverá alguma coisa mais relaxante, após um dia de trabalho, que afiar as belas das unhacas num sofá?! Bem que podem inventar arranhadores e truques para não ir lá provocar estragos, que comigo isso não funciona, lamento informar...


Um sofá será sempre um sofá! E para uma gata irrequieta como eu, um sofá é mais do que uma peça de mobiliário com cobertura em pele ou tecido. Tudo se resume a um estilo de vida, repleto de atitude e ousadia! - esclarece Mia com toda a franqueza e clareza possível.

11.5.12

Primeiro mês de vida!

[o relato que se segue com memórias episódicas é da inteira responsabilidade de Mia amora]

Maio de 2009,

Ainda muito pequena e já fazia das minhas! Enquanto uns e outros preferiam passar o tempo a dormir ou a passear, eu cá partia rumo ao desconhecido. Gostava de me aventurar (e ainda gosto), armar-me em exploradora e conquistar locais que outrora pertenciam a outras gentes (os donos da casa). Quando se metiam comigo eu retaliava e deixava marcas, com unhas e dentes defendia o que era meu, melhor dizendo, o que passara a ser meu.


Soltava gritos de guerra e contra-atacava, quando menos esperavam. Mas afinal, quem é que manda aqui - hein?! Resposta - EU, claro está! Sou a intocável, ninguém podia bater nem ralhar com o bebé da família, mas o pior é que ralhavam... E por causa dessas guerrilhas constantes, em modo malvadez, cravava as minhas pequenas garras no sofá com tanta força, que deixava toda a gente boquiaberta e a questionar-se: "como é que uma coisinha tão pequenina, faz estragos tão grandes?!". Vai piorando à medida que o tempo passa, mas isso agora é outra história.


Sofás e almofadas passaram a ser objectos de minha propriedade, não deixava ninguém se aproximar, sem pedir autorização. Trepar pelas pernas do pessoal lá de casa era uma prática recorrente e afiar unhas em jeans, uma obrigação. Mas não só de aventura, consistia o meu primeiro mês de vida...


Também gostava de fazer o meu sono de beleza, como qualquer gata que se preze, enrolada numa mantinha bem quentinha! Tinha, como é lógico, os meus momentos zens, isolava-me para meditar e para observar os pássaros à janela. Só para finalizar este relato de memórias, guardo com carinho a primeira soneca que fiz ao chegar à casa nova, foi no colo da mamã, e ainda hoje, consigo sentir a suavidade e o aroma da blusa onde adormeci. Tão bom!